sexta-feira, 1 de maio de 2009

LUTO... SENTIR E REALIZAR



Ao longo da vida (e põe vida nisso...),
escolhi entre parir sem anestésico, a ter que prolongar
ad eternum a dor de não gerar frutos.

Tão certo quanto a certeza de que o ser celibatária é a confirmação
de que os humanos não se comunicam,
confirma-se também que somos absolutamente incapazes
de viver o amor na sua verdadeira essência.
(longe de mim ter a verdade absoluta de todas elas,
mas de uma verdade relativa, o resultado se repete...).
Mais e mais, as criaturas se perdem em assassinatos,
quando se entregam ao vício de falar o que o outro não ouve,

e de acreditar que está ouvindo o que o outro não falou.
NÃO HÁ ENGANO...
MENTIRA É CRER QUE FOI DITO O QUE NÃO SE FALOU.

mas ainda se repete o gesto de ouvir o que não foi dito...



Imagem Internet: Luto

Segue a vida...
Se amar é dar, porque ainda não se recebe...
inapetência para viver tão somente o que nos chega por presente?
é preciso não esquecer que a comunicação só se faz possível
(materialmente possível),
se o som e a escrita alcançam o entendimento sem erros de grafia:


SE OUÇO UM 'NÃO RECEBO' INTERNO, COMO FALAR TÃO SIMPLESMENTE "SIM, (NATURALMENTE E GENEROSAMENTE)


QUERO TÃO SOMENTE DAR-TE"?
e nada além...
pedido e muito menos falado, em palavras ou atos.


Acredito que não há começo e fim na infinitude divina, e sim,
transmutação desse para outro instante...
E me alimento disso, para me manter viva.


Já ajudou muito 'arrumando a casa'... agradeço.
Para que o ar novo tome conta do respirar de novo,
recolho o que ainda está na soleira da porta,
e deixo
(sem som... que não fui eu quem assassinou a 'música que embala os sonhos de cada um'),
minha expressão muda e mutilada
de um silêncio capaz de atravessar o oceano,
e num último fôlego, tocar uma alma...
o meu melhor para você, foi... é, e será...
porque não haverá outro,
nem melhor e nem pior.

éternellement reconnaissant
para siempre gracias
عن خالص امتناني


حليم
(o tradutor só me deu esse)


O luto é um sentimento humano de pesar pela morte de outro ser humano. O luto tem diferentes formas de expressão em culturas distintas.pt.wikipedia.org/wiki/Luto
Dor causada pela morte de alguém ou por grande calamidade; vestuário preto que se usa como sinal de tristeza pela morte de parentept.wiktionary.org/wiki/luto
Lutas - Combate, ou luta, é um conflito violento cuja intenção é estabelecer dominância sobre o oponente. ...
pt.wikipedia.org/wiki/Lutas
Vestir luto por alguém indica aflições, sofrimentos, desgostos. Cuidado: algo está errado em sua vida. www.astrologosastrologia.com.pt/sonhos;pequeno+dicionario=sonhos&significados.htm
Estar de luto ou ver alguém enlutado, problemas sérios no seio familiarwww.saturei.com/sonhos/l3.htm

Francês: deuil
Espanhol: duelo
Hebraico: אנינה
Árabe: الحداد



domingo, 26 de abril de 2009

SEM TRADUÇÃO

(A todos os meus amores, vividos...
que me fazem VIDA)



Confesso... não peço,
e se não faço verso,
a mesma canção não tem eco.
Parece uma rima... nem tanto.
O que sei, o que faço e rezo,
tantas e tantas vezes se perde
e se encontra no vácuo.
Mas não é no todo dia,
mas não é de quando em vez;
no ad eternum... no para sempre...
se não se traduz, incompreensível e
se traduz, também.
Não são dois dias...
multiplicados beira os dezenove mil deles,
vividos, meio século.
Sempre, de igual forma...
sem que se possa alterar um níquel,
incompreensível, continua sendo...
não explicável, nem 'digerível'.
Mas é confissão?
Não por arrependimento,
de penitência que me seja
se não cruel, a mais de todas,
sublime e doce,
incondicionalmente...
IN-EXISTIR.


(se me desculpa a ausência,
recebe, eu peço que sim,
desse amor que ninguém crê,
porque em dias de modernidade,
amor assim..., hum... é SEM TRADUÇÃO)

Imagem:bp2.blogger.com/.../s400/4BZ75_ANJO_NEGRO.jpg

quinta-feira, 16 de abril de 2009

IDENTIDADE

Pensei em falar um pouco desse momento, da transmutação nesse estado de ser...

Encontro um silêncio interno, tão amplo e tão intenso, que chego a estarrecer.

A oportunidade de escolhas e a opção de escolha é tão singular, tão íntima,
particularmente emudecedora.

Confesso, em muitos momentos é assustador.

Mas é no instante seguinte, de uma paz jamais vivida,
que me dou conta da vital importância do fator
(ou fenômeno) TEMPO.

Quisera ter vivido noutros, em escravização diversa e em 'melhor idade' desse tempo,
saborear o deleite da falta de pressa...
do passo primeiro que caminha um pós o outro...
dos prazeres de ser, saber e percorrer o último trecho das alegrias,
no intraduzível eternizar do apreender,
de escolhas mais ricas, certamente;
de um menor número de erros,
de encontros que determinam, (com nitidez),
o inigualável sabor de mais não ser menina.

Insanidade... Maturidade, Mais Idade...
Plenitude...
retomo o poeta, na tentativa de tornar em foto (ou em fato)
a visão do intemporal:


... ando devagar, porque já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais.
(Almir Sarter, poeta das raízes, MS-Brasil).

Sim! e incondicionalmente: IDENTIDADE PLENA.


Imagem: Feira de Artesanato de Belo Horizonte-MG. Muçulmanas no Brasil. Internet, google imagens.




quinta-feira, 9 de abril de 2009

A FLOR DA PELE


Das muitas vezes que falo, nem todas poderia...
nas poucas que consigo, a diversidade me tira o foco;
penso que isso seja bem o 'estado mutante' que percebo e confirmo em toda espécie humanizada.

Mas não me esqueço... (gratíssima por estar viva como criação divina na permissão de inteligência e alma),
e se tantas vezes posso parecer ausente - e até sou - me faça a gentileza de olhar ao seu lado,
pois é quando estou mais perto...
tão perto,
que nesse momento podes sentir o pulsar do meu coração no teu.

Considere-se, se não todo o tempo,
mas ad eternum, infinitamente amado.
Na forma concreta, palpável, real, materializada,
alma nua em êxtase,
na imensurável saudade de ti...
de todo meu coração e minh'alma, corpo e
pensamento literalmente presente,
na proximidade do toque...
ao alcance das mãos...
Em ti.


Imagem/Autoria: escoladorock.wordpress.com

quinta-feira, 2 de abril de 2009

MEU GRITO (DAS CINZAS...)


Já vimos esse filme, as histórias se repetem no tempo...

Por mais que se busque... que se pense,
compreender é do humano, impossível.

Se não procuramos... solidão plena.
Se o fazemos: solidão completa, infinita.

Verdades: não se distingue em raça, credos,
cores e nem mesmo em línguas...

Amo... e o mundo me mostra que as escolhas são as
mesmas; tanto se lamenta a sua falta e querença,
e cada gesto ou busca,
se desfaz no contraposto dos sentimentos.

Sem luta.
Sem Guerra... Desisto?!

Em parte e de alguma forma,
para que nisso ainda sobreviva...
Em outra, renasço... para não mais morrer.

Porque se da vida não mais vivo,
Para ainda viver, não sem dor,
Tão somente a mim, para mim,
Ser.

quarta-feira, 11 de março de 2009

ADICTOS: Somos todos... Escravos ou Amantes

Na minha rotina profissional, no contrato que realizamos, mantenho o trabalho concluído em meus arquivos por dois anos... ao final deles, envio aos seus autores o arquivo e passo tudo para um CD meu, abrindo espaço para novos.
No carnaval, refazendo esse movimento, encontro um trabalho do curso de Enfermagem Superior com o título ADICTOS: DOENTES DO MUNDO MODERNO, com conteúdo que reporta aos dependentes químicos, tratamento médico e psicológico do paciente e familiares.
Não consegui passar da citação que reproduzo aqui:
Em todas as variações da adicção, aos mais diversos objetos, destaca-se um modo de relacionamento compulsivo com um determinado objeto que assume lugar de prevalência na vida do sujeito, permitindo que se considere a adicção como uma patologia dos limites e da separação do objeto (JEAMMET, 2000, p. 103),

e a continuidade do argumento do autor, [...] a questão do traumático que se encontra na base de funcionamento e de compreensão dos mecanismos psíquicos envolvidos na adicção; [...] o sujeito da adicção se encontra, transitando num eixo atividade/passividade nos planos intra/interpsíquicos; [...] modo de relação com o objeto, utilizando a noção de paixão como ferramenta metapsicológica e a constituição desse modo de relação com o objeto, originado nas relações primárias, que assume características particulares na adicção, no terceiro parágrafo do conteúdo...
e a definição científica do termo:

“Adicção” provém do latim addictu, dos tempos da República Romana que significa “escravo por dívidas”, denominando o homem que, para pagar uma dívida, se convertia em escravo por não dispor de outros recursos para cumprir o compromisso contraído (GURFINKEL, 1995, p. 109).
No Dicionário Aurélio adicção (1996), significa "adicto" – que é na verdade um adjetivo – e diz respeito a um sujeito:
1. Afeiçoado, dedicado, apegado. 2. Adjunto, adstrito, dependente; ou então 3. Em medicina, é quem não consegue abandonar um hábito nocivo, mormente de álcool e drogas, por motivos fisiológicos ou psicológicos. Daí viria a expressão de indivíduo adicto.

...
Se me esforço para ficar sem a coca-cola... sou adicto.
Se luto contra o cigarro... estou adicto.
Procurando o AA e qualquer dos grupos de ajuda pra me livrar da dependência química, etílica, psíquica... adicto, enquanto não tiver uma recaída.
Porque aí, volto a condição de dependente..., numa busca cruel e dilacerante de manter-me vivo.
E não consegui prosseguir... E não consegui ver outra qualquer condição para humanos, viventes, sobreviventes.

Quantas vezes eu volto, consciente ou me pego nisso, ao mesmo pensar e agir que minha mãe primou ou se esquivou em algumas situações da relação afetiva primitiva de um amor obsessivo ou omisso?
Quantas eu me pego me repetindo nas relações – e aqui, não difere se filhos, irmãos, afetos, mais ou menos amigos, mais ou menos prolongados da rotina profissional, de extremos do consumismo ou do ‘contar centavos’ remoendo as misérias emocionais... NOMEANDO COM A PESSOA DO OUTRO, O MOVIMENTO DO OUTRO, A OMISSÃO DO OUTRO, minhas questões adictivas – em quase tudo, se não tudo – aliviando e mentindo a mim mesma, de que encontrei a resposta e posso prosseguir.
Posso? Sim. Com certeza... até o próximo momento em que terei o mesmo movimento com minhas decisões inconclusivas... minhas atitudes irresponsáveis comigo e com minha própria vida... com todas as escolhas que trago num lampejo de ‘eureka’, para outras que deixei no caminho e tão somente me repito em envolver – de novo – filhos, família, amigos, trabalho e faculdade e os colegas, paquera, namorado, amante, ficante, marido, ex-marido e certamente, eu mesma.
Se hoje respondemos por nossa irresponsável condição de aquele que ainda detém a permissão de estar vivo, será o chefe ou o professor tiranos, o colega que almeja o lugar que ocupavamos, os filhos que impedem nossos vôos, o ex-quase príncipe do cavalo branco e que já foi um dia o namorado e o pai dos filhos (que continua ex)... quando vou conseguir me ver como não ex-alguma coisa e ruminar mazelas (ocupa bastante o tempo, adiando decisões e atitudes conclusivas, né?), para me ver como dona e proprietária da minha condição não-real (e sabemos disso), para exigir dos outros e cobrar da vida a VIDA REAL, sem que eu mesma faça algo a respeito?

O trabalho é riquíssimo em informações (e vou postar o link para que possa ser estudado), e eu quero fechar com esse argumento que ainda melhor define essa nossa condição, assim:

O fenômeno da compulsão à repetição nos permite analisar o caráter de violenta dominação, da passividade sob a qual se encontra o sujeito na adicção, com a predominância da pulsão de morte no psiquismo e com um modo de funcionamento psíquico além do princípio do prazer. Esse mecanismo vem clarificar esse modo de funcionamento que compele, escraviza o sujeito e o faz retornar a um mesmo objeto.
NÃO NOS COLOCAM LÁ. NOS COLOCAMOS AQUI E ASSIM (grifo nosso).

E eu creio... insuportavelmente difícil de viver e sentir, tanto quanto de transformar as realidades a que temos nos repetido sem ajuda. Igualmente, e confesso a minha posição nisso, somente com a informação e ‘inalação’ (pude... e é mais possível), rever, reverter e transformar alguma realidade – sem ajuda – e todas, com ajuda de maior ou menor tempo.

Tem cura. E a cura não é benéfica e saudável somente a nós mesmos...
Se mudo o sofá para o outro canto da sala, nem eu e nem ninguém poderá mais se sentar de costas para a janela. A luz e o ar que vamos respirar – DE FRENTE – sempre será outro, E NOVO, e muito mais SAUDÁVEL E PRAZEIROSO.

Dúvidas? Confira.
<http://www.fundamentalpsychopathology.org/anais2006/5.19.1.htm>

Adictos: Escravos ou Amantes? Somos todos...

quarta-feira, 4 de março de 2009

CORAGEM É O NOME DO MEU FUTURO




Saudade é o nome do meu Futuro
(Subtítulo criado num primeiro minuto pela Ms. Sueli )


Se eu tentar explicar, sou louca... Se não explico, enlouqueço. Apesar da minha saudade... dos meus pedidos... e, confesso, da minha apreensão de um lado e da minha paz, por outro.

Às vezes tenho a sensação de que isso não tem fim...

Em outras, que vai passar, e que só preciso me centrar, respirar. E sou pega, de novo, por uma realidade que desconheço e luto com a adaptação, a 'inexperiência', e por muitas vezes, um enorme vácuo...

Durante um tempo, a sensação era de 'injustiça' e a cabeça
parecia repetir a mesma interrogação: por que eu? Por que comigo?

Pouco depois, a pergunta já não me falava de desigualdade, mas de incompatibilidade:
porque não eu...e se sou eu, porque não estou no lugar onde me vêem, me colocam...
e não uma única vez, e não uma única pessoa, e situação...

Não batia. Ainda faltava uma peça... Ainda que muito tranquila, sem nenhuma dúvida, centrada;
me 'pegaram' de novo... agora, podendo, me responder porque eu... e porque ainda estou onde me colocaram sim.
Com a mais absoluta certeza, e depois de voltar esse filme, constatar cada segundo dessa realidade.

Covarde, sim, eu sou e não vou me esconder. Assumo.

Se amanhã (e o amanhã...) o que será e como será, não é outra que está aqui nesse lugar e daqui, absolutamente desarmada e sem forças pra sair (quem sabe, lutar)

(...),

Amanhã? e o amanhã, - peço licença para mais um trocadilho iluminado -,
em paz com a vida e o que ela me traz...,
O amanhã é hoje... porque é hoje o dia da alegria, e a tristeza não pode pensar em chegar. Covarde sim, aqui nesse lugar.

Coragem sempre... e mais que sempre e em frente,
Recomeçar...


Eu já falei para você hoje que te amo? Não...
Mas você já, e não foi pra mim.

18:55hs. - 5...4...3...2... 04/03/2009.
05/03/2009.

Foto: DOVE. Direitos Autorais para http://s63.photobucket.com/albums/h156/ameninadaradio/?action=view&current=dove.jpg